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São Paulo, 19/05/2024

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    Ataque de Irã contra Israel deve aumentar dólar

    O Irã confirmou ter iniciado uma ofensiva com drones e mísseis contra Israel

    Fonte: UOL/R7
    Ataque de Irã contra Israel deve aumentar dólar Freepik

    Segundo o economista André Perfeito, em uma análise enviada aos clientes, a ofensiva do Irã contra Israel pode resultar em um aumento temporário no preço do petróleo e em uma valorização do dólar. Isso poderia levar a uma redução da margem para cortes de juros tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.

    O irã informou ter começado uma ação de drones e mísseis contra Israel, uma vingança por causa do ataque aéreo que destruiu o consulado iraniado em Damasco, no início do mês. 

    O Irã confirmou ter iniciado uma ofensiva com drones e mísseis contra Israel, em retaliação pelo ataque aéreo que destruiu o consulado iraniano em Damasco, no começo do mês. O ataque resultou na morte de membros da Guarda Revolucionária iraniana, entre eles um general.

    Se o conflito se intensificar, Perfeito lista os efeitos imediatos:

    - Uma forte alta do petróleo na próxima semana;
    - Com a valorização de commodities, os EUAnão cortariam os juros como o mercado esperava;
    - Os juros mais elevados nos EUA impõem um dólar mais forte ante as demais moedas no mundo;
    - Diante da valorização do dólar no curto prazo e a manutenção dos juros norte-americanos, o Banco Central brasileiro "perde graus de liberdade para cortar a Selic";
    - Por outro lado, empresas ligadas a commodities "podem se beneficiar".

    "Isto é que podemos pensar num primeiro momento e temos que avaliar o conjunto dos desdobramentos ao longo da semana", alertou Perfeito.

    O economista chama o momento atual de "caótico", porém, ainda não destrutivo para o Brasil, no médio prazo, porque o País é exportador líquido de petróleo. Além disso, as commodities tendem a se apreciar em tempos de guerra.

    "O Brasil está simplesmente longe demais deste conflito, tanto geograficamente quanto politicamente", acrescentou Perfeito. "O Brasil pode se beneficiar no médio prazo e digo isso para evitar uma posição vendida acima do desejado em ativos locais."





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