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São Paulo, 04/03/2024

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    Remédios para reféns a caminho de Gaza

    A TV Kan informou, nesta tarde, que cerca de 60 toneladas de ajuda estavam a bordo dos dois aviões

    Fonte: Bras-il
    Remédios para reféns a caminho de Gaza Reprodução/FDI

    A primeira remessa de medicamentos do Catar pousou no aeroporto de Al Arish, no Egito, na manhã desta quarta-feira.


    Os medicamentos foram comprados da França e enviados ao Egito em duas remessas, antes de serem transferidos para Gaza. O acordo estabelece que deve ser fornecida prova a Israel de que a medicação chegou aos reféns.


    A TV Kan informou, nesta tarde, que cerca de 60 toneladas de ajuda estavam a bordo dos dois aviões, mas apenas metade disso era ajuda médica.


    Comentando o acordo, uma autoridade israelense afirmou que “esperamos que o acordo dos remédios finalmente se concretize e que eles cheguem ao seu destino. O Catar garantirá a entrega das drogas aos sequestrados”.


    “O sucesso do acordo criará uma boa dinâmica para se chegar a um acordo para libertar os raptados,” disse ele.


    O Gabinete do Primeiro-Ministro anunciou que a operação foi lançada “sob a direção de Netanyahu e após o acordo do chefe do Mossad Barnea com o Catar”.


    O gabinete destacou, ainda, que a lista de medicamentos foi elaborada em Israel e de acordo com as necessidades médicas dos sequestrados.

    Além dos medicamentos, espera-se que seja enviada ajuda humanitária aos habitantes de Gaza.


    Um alto funcionário do Hamas, Musa Abu Marzouk, fez um comentário sobre o acordo em sua conta no X, dizendo que “a Cruz Vermelha apresentou um pedido para fornecer medicamentos aos prisioneiros de guerra do Hamas, e havia 140 tipos de tais medicamentos, por isso estabelecemos várias condições”.


    Marzouk detalhou as condições. Elas incluem que, em troca de cada pacote de medicamento, sejam fornecidos mil pacotes aos habitantes de Gaza e “o medicamento deve ser fornecido por um país confiável. A Cruz Vermelha distribuirá os medicamentos em quatro hospitais que cobrem todas as áreas da Faixa de Gaza, incluindo medicamentos para os reféns. As quantidades de alimentos e a ajuda à Faixa de Gaza devem ser aumentados e o exército israelense deve ser impedido de inspecionar os carregamentos de remédios”.


    O Coordenador de Atividades Governamentais nos Territórios (COGAT) afirmou, entretanto, que, “de acordo com a diretiva do escalão político, cinco caminhões que transportam medicamentos serão submetidos a um controle de segurança na passagem de Kerem Shalom”.


    “Ao final da fiscalização, os caminhões entrarão na Faixa de Gaza”, acrescentou o COGAT.


    Inicialmente, a França ofereceu-se para fornecer a medicação aos reféns, mas o Hamas recusou devido à posição da França de “apoiar a ocupação israelense”, segundo uma reportagem da TV Kan.


    O Hamas solicitou ao Catar que fornecesse as drogas e o Catar concordou, segundo Marbouk, informou a TV Kan. Marzouk acrescentou que deve ser o Hamas quem determina as quantidades, o intermediário, o mecanismo de distribuição e o fornecimento de medicamentos ao norte da Faixa de Gaza.


    O enviado dos EUA para assuntos humanitários, David Satterfield, expressou preocupação e frustração com a situação humanitária em Gaza, pedindo ao governo israelense que aumentasse a sua ajuda, enfatizando a crise humanitária na Faixa de Gaza, afirmou a reportagem da TV Kan.


    O Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, também solicitou o aumento da ajuda humanitária a Gaza, alegando que isso permitiria aos EUA continuar a proteger e ajudar Israel. Os EUA pretendem aumentar o número de caminhões que entram em Gaza para 300 por dia.




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