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São Paulo, 19/05/2024

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    Cristã no Oriente Médio é perseguida e presa por causa da sua fé

    Conheça a história de uma cristã que vive onde o Islamismo predomina


    Cristã no Oriente Médio é perseguida e presa por causa da sua fé Freepik

    Tudo começou quando ela recebeu a Bíblia de presente de um amigo, até enfrentar perseguições por causa da sua fé. Essa é a história de uma cristã, que vive no Oriente Médio.


    Conheça sua história:

    Simin (nome alterado por questão de segurança) decidiu explorar a Bíblia que ganhou do seu amigo e se surpreendeu em como as Escrituras Sagradas relatam as mulheres e o casamento.


    “A Bíblia se tornou muito atrativa, devido a sua postura com relação ao casamento. Era muito diferente do mundo islâmico. Na Bíblia, as mulheres têm muito valor e somos vistas”, disse ela ao Portas Abertas. 


    Ali estava começando uma nova vida para ela, que seria acompanhada de muitos desafios e perigos, apenas por decidir crer em Jesus. 


    O que você precisa saber:

    À medida que Simin crescia na fé, passou a frequentar uma igreja e se deparou com as dificuldades que os cristãos passam em um país islâmico.


    Onde ela mora, as igrejas são vigiadas pelo governo e as autoridades fazem de tudo para que não haja evangelização.


    Por conta disso, muitas igrejas domésticas acolhem novos cristãos, dando um espaço melhor para que se desenvolvam na fé. 


    “Não entendi o motivo da alegria deles, mas durante a adoração provei a doce presença de Deus entre nós”, relembrou ela sobre os primeiros cultos que participou.


     E destacou:  “A igreja fortaleceu minha fé e me conduziu a servir”.    


    O que observar:

    À medida que suas experiências com Deus aumentavam, ela teve a coragem de compartilhar a fé com sua família, mas não foi bem recebida.


     “Isso me deixou triste. Minha família zombou de mim quando compartilhei sobre Jesus. Havia um preconceito no coração, eles disseram que eu tinha ‘perdido a cabeça’”, contou. 


    Logo em seguida, ela tomou mais consciência sobre as consequências de sua conversão e corria o risco de ser demitida do trabalho, caso descobrissem sobre sua fé. 


    Ela e o marido abriram em sua casa uma igreja doméstica, quando o pastor do local onde frequentava foi preso. E certo dia, acordou com 12 policiais invadindo sua casa, eles foram presos e a filha de apenas dois anos foi arrancada deles. 


    “Primeiro, queriam encontrar outros cristãos. Depois, sugeriram que eu estava ligada a políticos de outros países e meu objetivo era enganar as pessoas sobre o islamismo e o governo. Mas eu só queria levá-las ao amor de Jesus…”, detalhou ela, ao ser interrogada e ameaçada caso não voltasse ao islamismo.


    Consequências:

    Mesmo passando quase 20 dias na prisão, sem saber sobre a filha e o marido, ela afirmou que jamais pensou em negar a Jesus. 


    Ela e o marido foram soltos através de fiança até o dia do julgamento, quando foram condenados por “propaganda contra o regime” e de aceitar o “cristianismo sionista”, que politiza a fé cristã no país. 


    O marido foi sentenciado a um ano de prisão com trabalho pesado e banido da cidade onde vivia, para que os cristãos daquela região não o procurassem. E Simin foi multada e demitida do seu trabalho.


    Após um tempo, eles conseguiram fugir para um país próximo e hoje são refugiados. 


    “Deus estava conosco em cada passo. Era impossível para uma família se esconder por tanto tempo. Levou 18 horas para atravessarmos a fronteira. Estávamos em um caminhão escuro e frio com outras pessoas, mas minha filha doente foi curada no caminho, enquanto dormia tranquilamente”, contou ela, que destacou ainda nunca ter pensado em negar a Jesus ou voltar para sua antiga vida. 




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