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São Paulo, 21/04/2024

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    Nota de repúdio à declaração de Lula sobre o Holocausto

    As últimas declarações de Lula gerou um rompimento das relações entre os Estados brasileiro e israelense


    Nota de repúdio à declaração de Lula sobre o Holocausto Ricardo Stuckert

    NOTA DE REPÚDIO

    À DECLARAÇÃO DE LULA SOBRE O HOLOCAUSTO


    RESUMO

    Durante entrevista coletiva durante viagem à Etiópia, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou:

    “O que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino não existiu em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu. Quando Hitler resolveu matar os judeus”.

    As declaração de Lula em comparação entre o Holocausto nazista contra os judeus e o direito de defesa de Israel contra o grupo terrorista Hamas provocou um grande desconforto diplomático que arranha a imagem do Brasil no exterior. A repercussão no cenário político nacional não foi de menor dimensão, ao que a União Nacional de Igrejas e Pastores Evangélicos do Brasil manifesta-se repudiando a leviandade e a inconsequência da fala do Chefe do Executivo brasileiro. 


    MANIFESTAÇÃO

    A relação do Brasil com os judeus sempre foi respeitosa e produtiva em várias áreas, tais como a comercial e a tecnológica. Faz-se importante recordar, ainda, que a II Assembleia da ONU, de 1947, que deliberou sobre a criação do Estado de Israel, foi presidida pelo diplomata brasileiro Osvaldo Aranha, cuja atuação foi de fundamental importância na articulação dos votos que acabaram por aprovar a proposta, que previa, ainda, a criação do Estado Palestino. Por esse motivo, o Brasil abre todos os anos a Assembleia das Nações Unidas. Fato é que, historicamente, o Brasil tem uma forte tradição pacificadora nas relações diplomáticas diante dos muitos conflitos no cenário internacional. 

    As últimas declarações de Lula, contudo, representam uma quebra dessa tradição, bem como um rompimento das relações entre os Estados brasileiro e israelense. Em resposta, o Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fez um duro discurso, dizendo que os comentários do presidente brasileiro “trivializaram o holocausto e tentam prejudicar o povo judeu e o direito de Israel de se defender”, e que “comparar Israel ao Holocausto Nazista é cruzar uma linha vermelha”, acusando Lula de ser um “virulento anti-semita”.

    A organização terrorista Hamas elogiou a comparação entre o Holocausto e a guerra em Gaza, agradecendo Lula por sua declaração. Por sua vez, o Ministro de Relações Exteriores de Israel declarou que Lula é agora considerado Persona Non Grata pelos judeus. Esta é a primeira vez na história de nosso país que um presidente brasileiro é declarado como tal.

    É, de fato, preocupante, o alinhamento internacional que o atual governo tem exercido, colocando-se ao lado de ditaduras e líderes que desrepeitam os direitos humanos e as liberdades individuais, como o Irã, a China, a Venezuela, a Rússia e o próprio Hamas. 

    Destaca-se que, de acordo com o art. 4º, da Constituição de 1988, a República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelso seguintes princípios, dentre outros, claramente desrespeitados por Lula como representante da nação: prevalência dos direitos humanos, não-intervenção, defesa da paz e repúdio ao terrorismo e ao racismo. 

    A União Nacional de Igrejas e Pastores Evangélicos do Brasil repudia, assim, a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lamentando a posição internacional em que coloca nosso país diante da comunidade internacional, e que gera um prejuízo incalculável à imagem da nação brasileira.  


     São Paulo, 20 de fevereiro de 2024. 


    Bp. Eduardo Bravo - Presidente da UNIGREJAS





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