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São Paulo, 04/03/2024

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    Nota da Confederação Nacional das Câmaras de Comércio Brasil-Israel

    José Genoíno sugere boicote a empresas de judeus


    Nota da Confederação Nacional das Câmaras de Comércio Brasil-Israel Reprodução

    NOTA DA CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS CÂMARAS DE

    COMÉRCIO BRASIL-ISRAEL

    Nota de repúdio: José Genoíno sugere boicote a empresas de judeus

    A Confederação Nacional das Câmaras de Comércio Brasil-Israel (CNBI), entidade dedicada ao desenvolvimento e fortalecimento das relações comerciais entre o Brasil e o Estado de Israel, vem a público repudiar veementemente as declarações proferidas pelo ex-deputado e ex-presidente do Partido dos Trabalhadores José Genoíno, que propôs boicote a “empresas de judeus” e a “empresas vinculadas ao Estado de Israel” no Brasil, remontando às primeiras ações nazistas contra a comunidade judaica no período mais sombrio de sua história. José Genoíno, com sua sugestão, pretende prejudicar os empresários brasileiros, em especial os judeus – tão brasileiros quanto quaisquer outros cidadãos nascidos nesta pátria, com fortes laços históricos e afetivos à sua terra mater (terra Brasilis) - , que se manifestaram em abaixo-assinado contra o infeliz apoio do Brasil à acusação da África do Sul no Tribunal Penal  Internacional de Haia, em sua injusta tentativa de imputar ao Estado de Israel o terrível crime de genocídio, crime este do qual na verdade fora vítima no dia 07 de outubro de 2023. Com diversos outros graves conflitos interfronteiriços em curso pelo mundo, José Genoíno reserva suas indecorosas intenções especificamente aos judeus brasileiros e aos apoiadores de Israel, o que corrobora o teor odioso e antissemita de sua manifestação.

    Prejudicar brasileiros e israelenses, a partir de concepções discriminatórias, boicotando relações comerciais profícuas para ambas as partes, em nada beneficia a causa palestina, cujo principal empecilho é a sua própria liderança, como bem comprovam as históricas propostas de paz, sempre anuídas por Israel e rejeitadas pelos líderes palestinos, estes que se enriquecem a cada escalada do conflito, sem precisarem se ocupar com todo o trabalho que envolve a efetiva construção de uma nação ou com denúncias no Tribunal Penal Internacional.

    O Estado de Israel, no exercício de sua legítima defesa, envida comprovados esforços para minimizar as mortes da população civil palestina e prestar assistência humanitária, a partir, inclusive, do uso de tecnologias que José Genoíno pretende boicotar. Por outro lado, o grupo que governa a Faixa de Gaza ostenta em seu estatuto e em manifestações públicas de seus líderes a promessa de aniquilar o Estado de Israel e de exterminar todos os judeus. Esse grupo instrumentaliza sua própria população civil, tornando-a escudo humano, e glorifica a sua morte. Tal estratégia se revela funcional para conquistar a simpatia de grupos políticos e ideológicos que desprezam princípios fundamentais e o valor da vida humana em prol de projetos de poder.

    O pouco apreço de José Genoíno pela vida humana se revela na condenação a Israel, o país compelido a entrar em guerra sem tê-la iniciado. Ignora que o ataque do dia 07 de outubro de 2023 é continuado até hoje com a manutenção de civis sequestrados, dentre os quais se encontra também o brasileiro Michel Nisenbaum. Qualquer discussão que não se inicie com o retorno incondicional de todos os reféns, requisito básico para o cessar-fogo, não é pró-palestina, e, sim, pró-Hamas e antissemita.

    A parceria comercial bilateral entre Brasil e Israel tem experimentado um crescimento exponencial na última década, proporcionando benefícios tangíveis para ambas as nações e suas respectivas regiões. Produtos e empresas israelenses desempenham papel fundamental em setores-chave da economia brasileira, incluindo saúde, agricultura, tecnologia da informação, segurança, segurança cibernética, telecomunicações, mobilidade, energia e finanças. Essa interconexão positiva fortalece de maneira significativa os dois países.

    Advogar pela interrupção desse fluxo comercial é abraçar o retrocesso e atividades essenciais na economia, em prejuízo dos legítimos interesses e do bem-estar de nossa população, que se beneficia diretamente das inovações e colaborações provenientes dessa sólida parceria.

    A CNBI reitera seu compromisso inabalável com a justa promoção do comércio, da inovação e do fortalecimento das relações entre Brasil e Israel, prestando seu pleno apoio e solidariedade a todos os empresários brasileiros, independentemente de etnia, religião, origem e afinidades culturais. Conclamamos toda a sociedade a repudiar discursos discriminatórios e a unir esforços na construção de um ambiente colaborativo e respeitoso, onde os benefícios mútuos possam ser multiplicados para o desenvolvimento sustentável das nações. 




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