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São Paulo, 04/03/2024

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    NÃO EM MEU NOME

    Confira a reflexão de William Douglas, Professor de Direito Constitucional, sobre a guerra entre Israel e Hamas


    NÃO EM MEU NOME Freepik

    “Não em meu nome”, é o que posso, como professor de Direito, dizer quando o país escolhe um lado, ignorando ataques a civis, estupros em massa (mulheres, idosas, crianças), sequestros (de civis, bebês, crianças, idosos e mulheres), tortura e assassinatos praticados pelo Hamas.


    Há poucos dias o próprio Hamas publicou vídeo com quatro jovens mulheres sequestradas e com marcas de violência. Ignorar isso é uma vergonha. Estupro e sequestro não são “resistência”.


    Enfim, é errado só ver os direitos humanos de uns e não os de outros. É errado negar o direito de autodefesa, ainda mais quando os líderes do Hamas afirmam que querem repetir o 7/10 mais e mais vezes e declaram explicitamente o plano de eliminar Israel e os judeus.


    As narrativas de “prisão a céu aberto”, “apartheid”, “genocídio” não se sustentam diante de qualquer análise séria e honesta da realidade.


    A ONU é vexatoriamente parcial e as escolas da UNRWA são virtuais agências de propaganda terrorista. As enormes quantidades de dinheiro e bens enviadas para Gaza não chegam à população palestina, transformando-se em riqueza dos líderes, túneis e mísseis. O próprio Hamas diz que os civis palestinos não são problema deles e que a morte de civis palestinos é necessária para a “causa”. Nesse passo, usam civis, escolas, hospitais e mesquitas como escudos.


    Gaza é administrada desde 2007 pelo Hamas, sem eleições desde então, e do mesmo jeito que entraram as armas usadas na invasão a Israel ocorrida em 7/10, poderiam entrar bens que tornassem melhor a vida dos palestinos. Até o momento não faltaram mísseis para lançar em civis israelenses.


    Invadir, queimar, estuprar e matar em 7/10, pode? Manter reféns, pode? Lançar mais de 10.000 mísseis sobre civis israelenses, pode? Israel só não tem número igual ou maior de mortos porque usa os recursos que tem para proteger seus civis, coisa que o Hamas não faz.


    Enfim, essa parcialidade é errada e não me representa.


    Sou pela solução dos 2 Estados e pela paz, e penso que é errado tomar partido de um lado ignorando a realidade dos fatos e os direitos humanos de todos.


    Precisamos interromper os assentamentos na Cisjordânia, retomar a solução dos 2 Estados e todos reconhecerem o direito de existência de ambos os povos.


    Essa deveria ser a abordagem: isonômica, pacificadora e representando todos os brasileiros.



    William Douglas

    Professor de Direito Constitucional

    (*) Texto publicado no Estadão: https://www.estadao.com.br/brasil/conto-de-noticia/nao-em-meu-nome-por-willian-douglas/




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