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São Paulo, 17/07/2024

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    Acabe com a sua dor sem dar um fim à sua vida

    Como lidar com problemas que levam cada vez mais homens e mulheres a ter pensamentos de morte?

    Fonte: Reprodução/Universal.org
    Acabe com a sua dor sem dar um fim à sua vida Freepik / Demetrio Koch / arquivo pessoal / cedida

    O desejo de suicídio é frequentemente tratado como algo sobre o qual não se deve falar ou com descaso por grande parte das pessoas. Contudo é importante abordá-lo para conhecer os fatores de risco e quais gatilhos podem provocá-lo, como, por exemplo, perda de entes queridos, frustrações, abusos, traumas, bullying, brigas familiares e separações. A falta de informação e o preconceito com quem apresenta transtornos que podem desencadear tentativas de suicídio também fazem com que os que pensam em tirar a própria vida não busquem ajuda, pois eles têm vergonha ou medo de serem estigmatizados.

    Por outro lado, embora se evite noticiar casos de suicídio, inclusive para não incentivar essa prática, os números de ocorrências no mundo mostram que o tema não pode ser tratado como tabu ou de forma leviana. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 700 mil pessoas cometem suicídio anualmente. Ele é, inclusive, a quarta maior causa de mortes entre jovens de 15 a 29 anos.

    No Brasil, foram 16.262 registros de suicídios em 2022 – um crescimento de 11,8% em relação a 2021, quando foram registrados 14.475 casos, conforme dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgados há dois meses. O último Boletim Epidemiológico, publicado no ano passado, aponta que os homens apresentam um risco 3,8 vezes maior de morte por suicídio do que as mulheres.

    Em 2014, o alto índice de casos registrados motivou a criação da campanha Setembro Amarelo, que tem o objetivo de sensibilizar a sociedade sobre a importância da valorização da vida. Durante todo o mês, são realizadas diversas ações em parceria com associações e órgãos governamentais para reduzir os números de suicídios. A programação pode ser acompanhada por meio do site www.setembroamarelo.com.


    Depressão tem cura

    A Universal também atua de forma permanente e ativa para combater a depressão, a ansiedade, o trans-torno bipolar, a dependência química, a síndrome do pânico e outras doenças psicológicas que podem potencializar desejos suicidas. Um bom exemplo desse trabalho é o grupo Depressão Tem Cura (DTC), que realiza periodicamente ações e encontros gratuitos para tratar desses problemas.

    O Pastor Jefferson Garcia, responsável pelo projeto, aconselha a quem sofre com esse tipo de problema a aceitar a ajuda oferecida pelo grupo: “se as pessoas obedecerem às direções e orientações que são passadas, vão ter êxito e se libertarão dessas perturbações. A grande maioria das pessoas desconhece que a depressão é espiritual e vai ao psicólogo e ao psiquiatra em busca do tratamento físico. Não é errado buscar ajuda médica, mas percebemos no trabalho do DTC que todas as pessoas que buscaram esse tipo de ajuda tiveram apenas uma melhora durante o tratamento, mas não uma mudança”, explica.

    O Pastor observa que a vida é uma dádiva. “O maior erro de quem apresenta os transtornos é achar que cometer o suicídio vai eliminar o sofrimento delas. Ainda que tenham problemas e passem por situações difíceis, elas têm que entender que existe uma solução e perceber que as adversidades passam, mas o suicídio é definitivo. Quanto mais cedo elas buscarem ajuda, mais problemas vão evitar. Se a depressão se tornar mais grave, ela pode levar a pessoa a cometer o suicídio”, alerta.

    Para o Bispo Edir Macedo, que frequentemente aborda o tema em suas palestras, não se resolve o problema fugindo dele. “Há uma solução. Deus está pronto para entrar em ação e acabar com esse sofrimento, mas Ele só poderá fazê-lo com a sua permissão. Basta convidá-Lo agora mesmo e, se Ele existe, como temos crido, a resposta dEle ao seu clamor será imediata. Não seria isso muito mais fácil do que tirar a sua própria vida?”, questiona. É necessário deixar o preconceito e a vergonha de lado e buscar ajuda por meio da fé.


    “Era muito pesado viver”

    A enfermeira Juliana Schmidt, de 42 anos, passou quase seis anos tratando a depressão com medicamentos, mas não encontrou uma melhora significativa. “Eu só me aprofundava mais na depressão, não me adaptava com nenhuma medicação e, cada vez que voltava ao consultório, o psiquiatra trocava a medicação ou aumentava a dose. Comecei a não conseguir dormir mais, até que, um dia, muito desesperada, eu já estava tomando remédio com bebida alcoólica, o que é uma mistura muito perigosa”, relata.                                                                                                                                    

    Juliana conta que perdeu oportunidades de trabalho e relacionamento por conta da depressão. “Teve um dia que tomei três garrafas de bebida e depois o remédio. Eu estava alcoolizada, mas minha mente não apagava. Eu precisava dormir para poder descansar porque meus pensamentos estavam muito desorganizados. Não foi uma tentativa de suicídio, mas uma forma de anestesiar minha cabeça porque era muito pesado viver”, lembra.        

    Embora não tenha tentado o suicídio, Juliana explica que clamava a Deus todos os dias para morrer. “Eu conhecia a Palavra e, por isso, sabia que o destino da minha alma não seria bom se eu me suicidasse. Então, eu torcia para que a vida e os anos passassem depressa e eu pudesse morrer logo. Eu não via a hora de amanhecer quando escurecia e quando amanhecia eu não via a hora de anoitecer. Eu vivia sempre ansiosa com o futuro para que a minha morte chegasse rápido”, revela.

    Ela só resolveu aceitar uma ajuda diferente da que estava acostumada quando uma amiga a convidou para participar de uma reunião da Terapia do Amor, que acontece na Universal. “Eu a acompanhei a uma reunião e foi ali que comecei a me firmar, porque começamos a fazer um propósito, fui ficando mais animada, mais alegre e com mais esperança. Eu também fui procurar ajuda para a minha vida amorosa e percebi que, se eu quisesse melhorar completamente, eu tinha que mudar do lado de dentro”, diz.

    Na Universal, com o passar do tempo, Juliana conheceu uma pessoa e se casou. “Depois de um tempo, ele se divorciou de mim. Eu tinha saído recentemente da depressão. Foi quando eu tomei uma atitude de fé e falei: ‘esse mesmo problema sentimental que me levou para o buraco não vai me tirar da Presença dEle’ e me firmei com Deus. Desde aquele dia, eu me curei de todas as dores e traumas e tenho buscado que Deus me abençoe com um relacionamento saudável”, explica.

    Juliana afirma que as pessoas precisam acreditar em si mesmas e querer a cura. “É dar um passo de fé e, com Deus, aprender a buscar o autoconhecimento. Quando temos depressão, o mundo é preto, branco e cinza. Nós ficamos com os pensamentos desorganizados, não temos continuidade de raciocínio e não conseguimos ver o amanhã com bons olhos. Também não nos damos uma chance para sermos curados ou para perceber que Deus tem algo maravilhoso para nós, que o mundo é colorido e que há esperança para o futuro”, diz.


    “Tentei me matar quatro vezes”

    O consultor óptico Gabriel Brasil, de 18 anos, acredita que a depressão que teve foi motivada pelos maus-tratos que sofreu na infância. “Eu olhava no espelho e falava que Deus não tinha me criado, pois me achava diferente. Minha família sempre me deu tudo que pôde, mas eu me sentia inferiorizado e rejeitado, a ponto de questionar se eu tinha sido adotado. Por conta de meus pais terem que trabalhar muito, eu ficava com pessoas que eram pagas por eles para cuidar de mim”, lembra.


    Gabriel relata que na frente de seus pais o tratamento de quem cuidava dele era carinhoso, mas, quando eles iam trabalhar, tudo mudava da água para o vinho. “Uma dessas pessoas me deixou o dia inteiro sem comer e me colocou de castigo. Depois, me jogou em cima de uma cama, me esganou e cuspiu no meu rosto. Lembro que ela falou que não gostava da cor da minha pele, que eu era um incômodo e que eu deveria morrer. Não consegui contar isso aos meus pais”, recorda.

    Ele ainda resolveu deixar de frequentar as reuniões da Universal, nas quais ele era assíduo, e conta o que passou a fazer: “comecei a fazer amizade com pessoas que bebiam e fumavam, passei a fumar narguilé, a beber e a ir a bailes funk. Achei que se eu andasse com elas seria uma pessoa extraordinária. Eu queria mostrar que era alguém, mas entrei em depressão profunda. Passei a me automutilar para tentar aliviar o que eu sentia. Eu fazia um corte e, como não resolvia, eu fazia outro. Nas festas em família, eu também me isolava, pois não me sentia bem perto de outras pessoas”.


    Embora os pais de Gabriel não suspeitassem do que ocorria com ele, com o passar do tempo, os reflexos da situação passaram a influenciar sua vida escolar. “Lembro que um dia eu estava tremendo de tanto pânico e levantei no meio da aula para ir ao banheiro. A professora, inconformada, me chamou e perguntou o que estava acontecendo. Ela disse: ‘é bem visível que você tem algum problema psicológico e você precisa falar’. Eu chorei muito, fui levado para a psicóloga da escola, conversei, mas não consegui contar tudo, pois tinha muito medo”, relata.


    Gabriel declara: “eu tentei me matar quatro vezes”. E foi depois de uma delas que ele resolveu voltar à Universal. “Quando eu entrei lá, senti o perfume da Igreja e fui até o Altar. Pela primeira vez na minha vida eu falei com Deus de verdade: ‘O Senhor vem para aqueles que estão sofrendo e a minha vida é um lixo. Eu preciso da Tua ajuda’. Comecei a ir às reuniões, a me firmar e, mesmo manifestando com espíritos em algumas ocasiões, não desisti. Passei a ler a Bíblia, que era um livro que até então eu não entendia, e os obreiros e pastores passaram a me acompanhar e a me orientar”.

    Embora nunca tenha procurado ajuda médica para se tratar, foi na Universal que Gabriel conseguiu encontrar a cura. “A minha família achava que o que eu sentia era frescura ou mentira para faltar à escola ou ao trabalho, mas aquilo não era algo normal. Quem passa por isso precisa entender que não está sozinho. Se a pessoa ainda está viva, é porque ainda há esperança para ela. Então, busque ajuda, vença o medo e a vergonha, porque Jesus pode mudar a sua vida e tudo que você está passando será parte de uma história que poderá ajudar outras pessoas”, esclarece.


    “Eu sofri abusos físicos e psicológicos”

    A empresária do ramo de marketing Camila Maia, de 28 anos, acredita que sofreu com transtornos psicológicos porque não foi desejada pela mãe. “O relacionamento dela com meu pai não foi levado adiante quando ela engravidou e eu fui rejeitada por ela durante a gestação. Na infância, por ter que trabalhar, minha mãe me deixava com outras pessoas e, aos seis anos, sofri o primeiro abuso por parte de um vizinho na casa de uma pessoa que cuidava de mim”, conta.


    Por ser criança, Camila não entendia o que tinha ocorrido e reagia como podia. “Fiquei rebelde e, como fazia muita ‘arte’, ninguém mais queria cuidar de mim. Minha mãe me batia com muita frequência e resolveu me colocar no colégio interno. Ali eu sofri abusos físicos e psicológicos. Eu acordava às 4h30 da manhã e tomava banho frio, pois não tinha chuveiro elétrico. Com apenas sete anos, eu tinha que fazer todos os trabalhos domésticos na escola. Era praticamente uma prisão. Os pais podiam visitar os alunos a cada dois domingos. Mais de uma vez, lembro de me arrumar e esperar a minha mãe, mas ela não aparecia.”

    Quando Camila teve uma infecção no ouvido, a mãe dela foi chamada para tirá-la de lá. “Fui morar com ela e meu padrasto, que passou a abusar de mim. Nessa época, pensei em me matar. Minha avó desconfiou que algo estava errado e contei tudo a ela. Minha mãe achou que era mentira, me xingou, me bateu e disse que eu estava fazendo intriga para separá-la dele. Depois, na adolescência, eu comecei a ir a festas para tentar preencher aquele vazio que existia dentro de mim. Foi nessa época que conheci o meu marido”, detalha.

    Contudo a relação que Camila teve com o marido também era repleta de brigas e agressões físicas e verbais. “Ele era usuário de drogas e eu não sabia. Lembro de começar a ter pensamentos negativos, desejo de morrer e mais de uma vez ouvir vozes que diziam que eu deveria me matar. Um dia, porém, eu estava dentro do ônibus e a imagem da Igreja Universal, que eu tinha conhecido quando criança, veio à minha mente. Eu fui lá e procurei ajuda. Conversei com uma obreira que me orientou sobre as reuniões de libertação. Eu cheguei com um pânico muito grande e saí de lá aliviada”, recorda.

    Passados alguns meses, Camila já não sentia a ansiedade e a depressão que antes eram habituais. “Não tinha mais pensamentos de morte, mas o meu processo de libertação foi bem demorado. Quando eu realmente me libertei, comecei a buscar o Espírito Santo, mas eu não O recebia e isso me deixava um pouco frustrada. Um dia, ao perguntar muito a Deus o que estava faltando, Ele falou claramente que eu não tinha perdoado totalmente o que eu tinha sofrido e que eu tinha que entregar para Deus no Altar aquele rancor, aquela raiz que ainda estava dentro de mim. Foi o que eu fiz e consegui receber o Espírito Santo”, explica.

    Depois de ver a transformação dela, o marido de Camila também se converteu a Deus e se livrou dos vícios. “Hoje eu sou uma mulher diferente, calma, transformada e não tenho mais depressão nem ansiedade, tudo graças a Deus. O Espírito Santo para mim é tudo, é minha força, é Quem me guia. Se você também está na mesma situação em que um dia eu já estive, eu convido você a participar do evento Vida a Cores, que será realizado na Universal. Se teve jeito para mim, com certeza terá para você também”, conclui.




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