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São Paulo, 25/05/2024

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    Poder Executivo de Israel estabelece união histórica com evangélicos

    O chefe de Governo deixou claro que o laço de fraternidade entre Israel e o evangelismo é considerado como aliado do projeto sionista do Estado judeu


    Poder Executivo de Israel estabelece união histórica com evangélicos Freepik

    Um projeto de lei apresentado ao Parlamento de Israel que objetiva punir o proselitismo cristão com pena de prisão foi contestado pelo Ministro de Israel Benjamin Nethanyahu de forma contundente.

    Na ocasião, o chefe de Governo deixou claro que o laço de fraternidade entre Israel e o evangelismo é considerado como aliado do projeto sionista do Estado judeu.

    Realmente esta posição merece ser avaliada, historicamente, como um passo fundamental para solidificar a relação entre judeu e cristãos que o protestantismo marcou a partir de uma concepção de Jesus, inserido na origem do processo messiânico e seus significados teológicos.

    No decorrer da Idade Média e em diversas fases da história, principalmente, na Europa o proselitismo cristão em relação aos judeus tinha um caráter persecutório, de conversão forçada, inclusive através da brutal perseguição da Inquisição.

    Tratava-se de uma leitura antissemita dos Evangelhos que implicava na morte de centenas de milhares de judeus, a pretexto, de uma recusa à aceitação de Jesus e como vingança pelo deicídio.

    Aliás, a este respeito foi publicado um livro-libelo, “O Vigário”, sobre o Papa Pio 12 que favoreceu o holocausto.

    Contrapondo-se o evangelismo, principalmente, as últimas décadas têm se mostrado, fervorosamente, motivado ao entendimento da importância de uma concepção judaico-cristã de mundo, valorizando a mensagem de Jesus como na sua essencialidade registrada.

    Esta realidade, corajosamente, acolhida pelo Governo de Israel, nos lembra uma belíssima passagem do extraordinário poeta libanês Khalil Gibran que anuncia de maneira formosa a epifania do encontro na irmandade entre judeus e cristãos.

    A possibilidade de um diálogo entre interlocutores que se intercambiam na fé em Deus, consagra os princípios de alteridade num mundo de compaixão que supera os conflitos, em cima do destino comum da Eternidade.

    E este fato extraordinário encontra reverberação especial no Brasil, país em que evangelismo e judaísmo têm comunhão de laços que devem, a partir de agora, se estreitar na linguagem de fé, esperança e amor.

    Assim não se trata, meramente, de uma questão política ou jurídica, mas um autêntico mergulho nas raízes religiosas que formatam a civilização.

    Finalmente, quando um escriba, supostamente hostil, perguntou a Jesus “Qual é o primeiro de todos mandamentos? ” Em resposta (Marcos 12:28-31), foi dada nas palavras inequivocamente monoteísticas do Shema: “o primeiro de todos mandamentos é: Ouve, Ó Israel: O Senhor é nosso Deus, O senhor é um só; e amarás ao Senhor teu Deus com todo teu coração, e com toda a tua alma, e com todo o teu entendimento, e com toda a tua força: esse é o primeiro mandamento. E o segundo é: Amarás a teu próximo como a ti mesmo. Não existe mandamento maior do que estes”.




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