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São Paulo, 17/07/2024

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    A história de Gideão – parte 24

    O tropeço

    Fonte: Reprodução/Universal.org
    A história de Gideão – parte 24 Reprodução/Universal.org

    O tropeço: (Juízes 8.24-27)


    Aproveitando toda aquela reverência que o povo lhe dedica, Gideão tem uma ideia de jerico. Quem não havia prestado atenção aos sinais de que ele vinha ouvindo o diabo, pode achar que essa ideia veio do nada, mas já vimos que desde o final da batalha ele vem caindo na tentação da vaidade e do orgulho.

    Ele, então, pede que aqueles homens lhe deem ouro. Eles dão, de boa vontade, porque já estavam totalmente entregues a ele, querendo que ele fosse seu rei. Então, trazem uma quantidade enorme de ouro e coisas preciosas… “E fez Gideão dele um éfode, e colocou-o na sua cidade, em Ofra; e todo o Israel prostituiu-se ali após ele; e foi por tropeço a Gideão e à sua casa.”

    Vamos entender o que aconteceu aqui. Gideão pede uma oferta para si, o povo dá oferta para ele, ele coloca o éfode na cidade dele, em honra própria… e o povo adora o éfode. Ou seja, Gideão toma o lugar de Baal na cidade! Como pode alguém que recebeu o Espírito Santo chegar ao absurdo de se permitir tornar ponto de idolatria?

    Infelizmente, isso não só é possível, como não é incomum. O diabo sempre vai tentar com vaidade e orgulho quem foi colocado em lugar de destaque. Afinal de contas, ele um dia foi um anjo que esteve em lugar de destaque e, por se permitir encher de vaidade e orgulho, acabou caindo em pecado. Ele quer repetir sua história em todos aqueles que são escolhidos por Deus para alguma coisa, para mostrar para Deus que qualquer um no lugar dele faria o mesmo.

    Mas a Bíblia tem histórias de homens de grande responsabilidade, como Abraão, Israel, José, Daniel e Noé, que não caíram nessa tentação. Também tem histórias de alguns, como Moisés e Davi, que até caíram por um momento, mas logo se arrependeram e se consertaram. Então o argumento do diabo é errado. Mas ele segue tentando. E o Espírito Santo não obriga ninguém a fazer o que é certo. Ele instrui, orienta, guia, mas se a pessoa quiser fazer o errado, ela vai fazer, mesmo com o Espírito Santo.

    O povo deveria ter feito para Deus o que fez para Gideão, porque aquela honra só Deus é digno de receber. E Gideão, como líder, deveria ter levado o povo a sacrificar para Deus, e não para si. A honrar a Deus, e não a seu próprio nome. Mas ao perder o temor, Gideão também perdeu o melhor que Deus havia visto nele: a sinceridade e a obediência.


    Continua…


    Não perca!


    Vanessa Lampert




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