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São Paulo, 02/03/2024

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    Nota de repúdio à fala de Lula

    Acerca da responsabilização de igrejas em campanha de vacinação

    Fonte: Freepik
    Nota de repúdio à fala de Lula

    NOTA DE REPÚDIO

    À FALA DE LULA ACERCA DA RESPONSABILIZAÇÃO DE
    IGREJAS EM CAMPANHA DE VACINAÇÃO

     

     

    Resumo

     

    Após as
    eleições, a UNIGREJAS se manifestou
    afirmando que
    mso-border-alt:none windowtext 0cm;padding:0cm;mso-ansi-language:PT">continuaremos
    a orar pelo Brasil
    , e que sua posição quanto ao novo governo
    eleito é de independência (leia neste
    mso-border-alt:none windowtext 0cm;padding:0cm;mso-ansi-language:PT">link), a fim
    de poder apoiar quaisquer programas benéficos para a população, ao passo de
    poder também criticar e se opor a qualquer ação ou projeto com o qual não
    concorde.

    Ocorre que
    o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva disse em uma reunião, no último
    24 de novembro, que vai cobrar apoio de igrejas a vacinas e responsabilizá-las
    por mortes, caso não ajudem.[i]
    Declaramos que não concordamos com esse tipo de interferência, pois ao atribuir
    às igrejas algo que vai além da competência de seus líderes, provocaria
    desrespeito à consciência dos fiéis, tratando-se, ainda, de uma clara afronta
    ao Estado laico colaborativo brasileiro e as liberdades de crença, culto e
    organização religiosa.

     

    MANIFESTAÇÃO

     

    De acordo
    com o Jornal Folha de São Paulo, em reportagem reproduzida pela Gazeta do Povo,
    assim disse Lula:
    "Eu
    pretendo procurar várias igrejas evangélicas e discutir com o chefe delas:
    'Olha, qual é o comportamento de vocês nessa questão das vacinas?' Ou vamos
    responsabilizar vocês pela morte das pessoas
    ".
    A equipe
    de transição do novo governo defende uma nova campanha de vacinação de forma
    imediata, e, assim, tem trazido o assunto à pauta.

    É
    muito preocupante a posição expressa pelo presidente eleito, haja vista que se
    trata de uma questão de conhecimento técnico da área médica. Deve ser, ainda,
    levada em consideração que líderes eclesiásticos não podem ser
    responsabilizados pelas atitudes, escolhas e consciências de seus fiéis,
    especialmente escolhas fora do campo espiritual e/ou doutrinário dos
    respectivos credos. Pouco aproveita a fala de Lula, ou eventual ação nessa
    direção, a não ser para estigmatizar a igreja evangélica perante a sociedade.

    Tal
    afirmação do presidente eleito pode ser entendida por muitos, em tese e salvo
    melhor juízo, como incitação à discriminação ou preconceito contra os
    religiosos, especialmente aos evangélicos. É importante lembrar ao presidente
    eleito que incitação à discriminação ou preconceito contra os evangélicos ou
    qualquer religião que seja é crime no Brasil, penalizado em até três anos de
    cadeia e, se cometido por intermédio dos meios de comunicação social, em até
    cinco anos de cadeia! Tal previsão está contida no art. 20, §2º da Lei do
    Racismo – Lei Federal 7.716/89.

     

    Vale
    lembrar que durante a pandemia, a grande maioria das igrejas trabalhou no
    sentido de conscientizar seus membros sobre a importância de se observar
    medidas sanitárias e sobre a campanha de vacinação.

     

    É
    certo que o Estado laico brasileiro é colaborativo, em que Igreja e o Poder
    público podem trabalhar juntos para o bem da sociedade, de acordo com artigo
    19, inc. I, da Constituição. Contudo, essa colaboração deve ser voluntária, respeitando
    a separação entre Estado e Igreja, e não imposta, sob ameaça, como pretende
    fazer o governo eleito.

     

    Desse
    modo, a UNIGREJAS repudia a fala de
    Lula, e se opõe a qualquer diálogo que seja carregado de ameaças legais. O
    Estado laico colaborativo brasileiro é voluntário de parte a parte. Qualquer
    tentativa de intimidação estatal que ultrapasse essa linha pode vir a
    configurar a formação de um estado totalitário, em que este controlaria todas
    as esferas da sociedade.  Por mais que
    seja a favor de eventuais campanhas de saúde, a Igreja e seus sacerdotes não
    podem ser responsabilizados por questões médico-sanitárias, nem forçar qualquer
    pessoa a se vacinar, quanto mais quando envolve a consciência e a escolha dos
    indivíduos, os quais os líderes religiosos não podem e nem pretendem controlar.

     

    mso-ansi-language:PT"> 

     São
    Paulo, 30
    de novembro de 2022. 

     

     

    Bp.
    Eduardo Bravo - Presidente da UNIGREJAS

     

































































    [i] Leia mais
    em:
    https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/lula-diz-que-vai-cobrar-apoio-de-igrejas-a-vacinas-e-responsabilizar-por-mortes/



     








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