Arqueologia comprova invasão da Babilônia em Jerusalém

Nem o Templo de Salomão foi poupado. Parte da população foi levada cativa para a Babilônia. Entenda esse episódio

Por Redação Universal.org 01/10/2019 - 10:01 hs
Foto: Reprodução Exposição Arqueológica Monte Sião/Rafi Lewis, Virginia Withers

Por causa da desobediência, o povo de Deus se distanciou cada vez mais dEle. A situação se tornou tão insuportável para o Altíssimo, que Ele abandonou o Reino do Norte (Israel) e o Reino do Sul (Judá). O Todo-Poderoso não podia compactuar com as abominações que as pessoas cometiam contra Ele, porque a Sua natureza é justa.

Então, o rei Nabucodonosor, da Babilônia, teve livre acesso para invadir Jerusalém, que pertencia ao Reino do Sul.

A arqueologia comprova

A invasão custou muito caro para os hebreus. Porque, Jerusalém foi destruída. Nem o Templo de Salomão foi poupado. Parte da população foi levada cativa para a Babilônia, onde Nabucodonosor reinava. Importantes personagens bíblicos, como Daniel, Sadraque, Mesaque e Abednego estavam entre os cativos.

E, recentemente, no Monte Sião, localizado em Jerusalém, pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, revelaram artefatos datados entre 587 e 586 antes de Cristo (a.C.), que apontam para a invasão babilônica.

Foram descobertas, ali, pontas de flecha, camadas cinzas de queimada, fragmentos de cerâmica, joias de ouro e outros apetrechos de beleza, por exemplo.

Os objetos encontrados

Segundo o co-diretor do projeto, Shimon Gibson, em entrevista para a CNN, as cinzas falam sobre a destruição que Nabucodonosor promoveu contra Jerusalém.

E há uma joia que chamou atenção. Trata-se de algo como um brinco, em formato de borla. O que sugere que havia uma elite judaica no local. Assim, o objeto abandonado, em meio às pontas de flecha, indica uma possível invasão. Porque, as pessoas podem ter sido surpreendidas com um ataque e o desespero tomou conta de todos, criando um alvoroço.


Gibson acrescentou que as cinzas, em outros contextos, podem significar queima de lixo ou resíduos de fornos. Mas, não neste caso.

“A combinação de uma camada de cinzas cheia de artefatos, misturada com pontas de flechas e um enfeite muito especial indica algum tipo de devastação e destruição. Ninguém abandona joias de ouro e ninguém tem pontas de flecha em seu lixo doméstico”, explicou o pesquisador.

Igualmente, os cacos de utensílios, tais como objetos domésticos e lâmpadas compridas usadas na época, apontam para a tragédia. “É o tipo de desordem que você esperaria encontrar em uma casa arruinada após um ataque ou batalha”, acrescentou Gibson.

Os relatos bíblicos são fiéis

A descoberta, de acordo com Gibson, reforça ainda mais a veracidade dos relatos bíblicos. Para ele, a Bíblia não pode ser encarada como um mero livro de histórias míticas. “Nossas escavações provam que não é o caso”, disse.

Portanto, é muito importante que não façamos uma leitura superficial da Bíblia. Cada trecho dela guarda uma informação inspirada por Deus.