Tsé: uma história de amor à vida

O filme será lançado no dia 12 de setembro. Saiba mais detalhes sobre essa obra

Por Alessandra Benac 06/09/2019 - 14:06 hs

O número de pessoas que frequentam os cinemas cresceu mais 60% nos últimos anos, Em 2018, o número de telespectadores chegou a 161 milhões.

Ter um momento de lazer com a família, amigos ou até mesmo sozinho, faz bem para a mente, pois alguns filmes passam ensinamentos e mensagens positivas para a vida.

Porém, nem sempre o conteúdo exibido é benéfico para quem assiste. Muitas vezes, as mensagens deixadas por alguns filmes só estimulam a agressividade, a promiscuidade e outros sentimentos nocivos ao ser humano.

No entanto, não é o caso do filme Tsé, que será lançado no próximo dia 12 de setembro nos cinemas. O filme conta a história da judia polonesa, Tsecha Szpigel, conhecida como Tsé. Ela foi atirada pela janela de um trem em movimento pela sua mãe (que tentava preservar a sua vida), quando tinha apenas 14 anos, pois estavam indo em direção ao campo de concentração nazista de Sobibor, na Polônia.

Após essa tragédia, a jovem enfrentou muitos desafios para se manter viva.

A obra cinematográfica conta tudo o que aconteceu com a sobrevivente do ataque nazista, até sua chegada ao Brasil, em 1949, mesclando imagens reais da guerra, depoimentos dela e de seus parentes, além de vídeos de festas e encontros familiares.

O documentário é dirigido por Fábio Kow, neto de Tsé. A narrativa trata de assuntos como a intolerância, o amor à vida e a constante reinvenção, o que fez do filme um dos vencedores na categoria Excellence Award, do Festival Docs Without Borders Film Festival 2019. Vale a pena assistir!

Entrevista com o diretor

Fábio Kow, conversou com nossa equipe e deu mais detalhes sobre o filme. Confira:

Unigrejas: O que lhe motivou a dirigir e produzir o filme?

A motivação surgiu uns 15 anos antes, com o nascimento dos bisnetos da Tsé e a necessidade desta saga ser levada adiante, para as próximas gerações. Fui postergando, aguardando um bom momento para entrevistá-la e colocá-la, com cuidado, novamente próxima ao seu passado. Acabamos iniciando os depoimentos em seus últimos meses de vida. A produção do filme começou 8 meses após a sua partida, talvez também como uma forma de ‘mantê-la por perto’.

Unigrejas: O filme conta a história de vida de sua avó, Tsecha Szpigel. O que você aprendeu com a história dela?

Aprendi muita coisa com ela e com a história dela, mas, principalmente, a valorizar as pequenas alegrias do nosso dia a dia. Sempre pode existir um novo olhar para as coisas, algo positivo.

Unigrejas: Como foi para você tratar sobre intolerância?

Muito difícil. É impressionante o que um ser humano é capaz de fazer com outro ser humano. Precisamos de um mundo com mais empatia, as pessoas precisam aprender a se colocar no lugar das outras.

Tentei usar uma linguagem quase infantil sobre a saga de Tsé, com algumas ilustrações e músicas, para que possa ser visto por crianças e adolescentes também. As nossas próximas gerações poderão levar histórias como estas adiante, evitando novos holocaustos.

Unigrejas: O documentário foi um dos vencedores na categoria Excellence Award do Festival Docs Without Borders 2019. O que essa premiação significa para você e para sua família?

Mais do que um grande reconhecimento de um trabalho cinematográfico, é a premiação de uma história de vida marcada pela superação.


Unigrejas: Qual é a expectativa para a estreia?

Vamos estrear em 12 de setembro nos cinemas. Esperamos conseguir levar as famílias aos cinemas, crianças, adultos e idosos.  Acredito que todos poderão se identificar de alguma maneira. É um filme sobre uma vida que foi modificada pela guerra, mas também um filme sobre família, sobre relações humanas. Amor à vida, resiliência e saudades.

Espero apenas poder contribuir com alguma mínima conscientização, para que essas atrocidades nunca mais se repitam no mundo e para que possamos dar valor para as nossas pequenas alegrias do dia a dia.

Assista ao trailer: