Pastor José Wellington

Da resistência ao chamado ministerial a um dos maiores cooperadores de Deus, José Wellington tinha uma vida próspera, mas renunciou tudo para se dedicar inteiramente à vida pastoral

01/05/2019 - 12:23 hs

No ano de 1934, em uma pequena cidade do Ceará, São Luís do Curu, nasceu José Wellington Bezerra da Costa. Pouco tempo depois do seu nascimento sua família se mudou para Fortaleza em busca de melhores condições de vida. Os anos se passaram, e José não se esqueceu do seu sonho de ser médico. O que ele não poderia imaginar é que não iria salvar apenas vidas, mas sim, almas. 

 

José Wellington teve uma história semelhante à do profeta Samuel. E foi levado para a igreja pelo pai aos sete anos e, apesar da pouca idade, aceitou ao Senhor Jesus como seu Salvador; desde então, permaneceu na Sua presença. Com uma vida pautada na vontade de Deus, quando José se colocou à disposição do Altíssimo, os frutos dessa obediência foram grandiosos.

 

Ainda jovem, José Wellington teve a oportunidade de conhecer a vida religiosa na Assembleia de Deus, em Fortaleza. Ele tinha uma vida espiritual estruturada, possuía uma conduta reta diante do Altíssimo; levava a sua fé a sério, pois sempre estava disposto a colaborar com a igreja no ganho de almas. 

 

Mais tarde, mudou-se para São Paulo com sua esposa, Wanda Freire, onde passou a viver de uma forma próspera como comerciante. Mas, até então, não tinha planos de seguir a vocação ministerial. 

 

“Eu precisava me esforçar para ganhar o pão de cada dia e sustentar a minha família. Os primeiros meses, na verdade, foram um tanto difíceis, porém a vontade de vencer era tamanha que eu e minha esposa nos esforçamos. Deus sabe o quanto nós trabalhamos.” – Fala extraída de sua biografia.

 

Era maio de 1954. José estava doente em sua casa, sem condições de trabalhar devido ao estado debilitado no qual se encontrava, quando sua esposa Wanda fez chegar ao conhecimento de alguns irmãos da igreja o que estava acontecendo com o seu marido. Um grupo desses irmãos foi visitá-lo e todos entraram em oração.

 

José Wellington ainda se esquivava da vocação ministerial. Frequentava os cultos sem a gravata para não ter a oportunidade de falar em público. Mas, sua chamada divina se deu através de uma palavra de fé e coragem ministrada em um culto, por uma senhora de 102 anos. Daquele dia em diante José Wellington percebeu o quanto estava sendo negligente ao Senhor e, enfim, se colocou de fato à sua disposição. 

Deus o desafiou e, por ser um homem sábio, ele aceitou o desafio de ser um cooperador do Altíssimo. Em 1955, ele passou a ser o dirigente da congregação da Vila Espanhola. O Senhor o abençoou e o seu ministério estava dando frutos: almas. Não demorou muito para o sacrifício de viver uma vida na total dependência de Deus. Ele teria que abrir mão da vida que levava com o seu trabalho no comércio para se dedicar exclusivamente ao trabalho pastoral. 

 

Mas, ele garante que foi o dinheiro mais abençoado que já havia recebido em toda a sua vida e o Senhor nunca deixou que lhe faltasse nada. 

 Sua paixão pelos negócios foi esfriando conforme se envolvia com o Senhor Jesus e com os trabalhos realizados na igreja. Sua conduta e seu caráter fizeram com que fosse eleito, em 1987, por pastoresde todo o Brasil, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB). Sua vida hoje é fruto de um trabalho árduo, esforço e, principalmente, renúncia. O Senhor capacita os seus escolhidos, os reveste de autoridade e os inspira para que então possam ser grandes cooperadores da Sua obra. 

 

Não é uma tarefa fácil renunciar à própria vontade para se colocar na dependência de Deus, mas o Senhor sempre recompensa àqueles que se sacrificam em prol do ganho de almas. Não existe tarefa mais honrada e privilegiada do que essa. É uma missão confiada pelo próprio Deus e só a recebe quem se faz escolhido pelo Altíssimo. José Wellington, sua esposa Wanda Freire e sua família são testemunhas vivas da bênção de Deus.