Marcelo Crivella avalia utilização de hotéis para acolher idosos e grupos de risco

A medida vale para moradores de comunidades e não têm condições de fazer o isolamento

Por Universal.org 25/03/2020 - 09:37 hs
Foto: Divulgação / Prefeitura do Rio

O Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, avalia a utilização de três prédios para ajudar a população no distanciamento social durante a pandemia do novo Coronavírus. No sábado último, dia 21 de março, ele anunciou que os locais seriam destinados a acolher idosos e integrantes do grupo de risco que moram em comunidades e não têm condições de fazer o isolamento.

Dois hotéis já foram selecionados, um na Barra da Tijuca e outro em Jacarepaguá, que são as localidades mais impactadas e 120 vagas estarão disponíveis. Os idosos serão selecionados pela Secretaria Municipal de Saúde. O acolhimento irá contar com serviço de hotelaria, refeições diárias, rouparia e lavanderia.

Mais medidas de combate e contenção


A secretária Municipal de Saúde, Beatriz Busch, comunicou que a prefeitura está providenciando kits com remédios, para tratar os sintomas como febre e distribuir em comunidades cariocas, evitando que as pessoas precisem buscar medicações em farmácias. A Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos também distribuirá, inicialmente, 5 mil cestas básicas para a população que foi atingida economicamente pela pandemia do novo Coronavírus, como taxistas que pagam diária e ambulantes cadastrados. O objetivo é entregar 20 mil cestas.

Além disso, o prefeito confirmou que os restaurantes populares vão abrir também no período da noite, entre 17h e 20h, para atender a população. Para entrar no local, será necessário fazer a higienização indicada pelos profissionais.

A medida tem como objetivo oferecer refeições a preços populares, já que a atividade econômica está prejudicada na cidade. Ademais, todos os supermercados do Rio devem disponibilizar serviço de entrega em casa, com prioridade para idosos, a fim de evitar que a população circule nas ruas. A mesma decisão vale para as farmácias.

Hospital de Campanha e assistência social

Na segunda-feira (23), Crivella ainda anunciou que um Hospital de Campanha será montado no Rio de Janeiro e deve começar a funcionar em cerca de 20 dias. Serão 500 leitos, sendo 400 destinados à clínica médica e 100 de emergência.

A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) fará lavagem e desinfecção de ruas com detergente em bairros da zona sul e na Barra da Tijuca – áreas com mais casos do novo coronavírus na cidade – e no Centro.

O trabalho será executado em superfícies e pontos de contato como pontos de ônibus, saídas de BRT e estações de metrô. A ação inclui entornos de hospitais municipais e estaduais.

Os pontos de acolhimento dentro do Sambódromo serão usados para receber a população em situação de rua. A entrega de kits de higiene já começou. Ao todo, cerca de 400 kits, compostos de sabonete líquido, papel higiênico e lenço umedecido foram distribuídos. A medida pretende auxiliar esta população na prevenção em relação ao Coronavírus. O objetivo é entregar pelo menos 10 mil kits.

Ainda conforme determinação do prefeito, a partir desta terça-feira (24), o fechamento do comércio na cidade será obrigatório, por tempo indeterminado. As exceções são para farmácias, supermercados e hortifrútis, padarias, pet shops e lojas de equipamentos médicos e ortopédicos. Shoppings também terão de seguir regras, com exceção para as praças de alimentação, que poderão funcionar, mas com recomendação para priorizar o serviço de entrega, assim como para bares e restaurantes.

(*) Com informações do R7 e da Prefeitura do Rio