ESTADO LAICO E OUTRAS LIÇÕES DO MINISTRO FUX

Deus Seja Louvado!

Por Juiz William Douglas 14/09/2020 - 11:23 hs


ESTADO LAICO E OUTRAS LIÇÕES DO MINISTRO FUX

O discurso de posse do Ministro Fux terminou de forma bastante laica, com as seguintes palavras : 

“Baruch Hashem

(Deus seja louvado)”

Estado laico é isto: respeita a fé dos cidadãos. O Estado laicista é que quer excluir Deus de arena pública.

Transcrevo a mensagem aberta ao Ministro, que postei nas minhas redes, na qual menciono lições que aprendi com ele. 

Msg:

“Parabéns pela posse, Ministro!

Amei o discurso: mostra o homem, o poeta, o orador, o magistrado de carreira, o gestor e o visionário. 

Estou certo que será uma grande gestão".

O Ministro Luiz Fux me ensinou a manter o mesmo sorriso às 11 da noite. Explico.

A primeira vez q ouvi falar do Ministro foi quando, eu ainda estagiário no Fórum de Niterói, me falaram de um juiz que havia passado por lá. Diziam que era fora da curva de tão simpático, técnico e produtivo. Anos depois aprendi muito c/ seus livros e palestras e tive a honra de conhecê-lo pessoalmente.

Também tive a honra de, na qualidade de Presidente do Conselho Editorial da Editora Impetus, publicar um livro dele. Na época, vender 100 livros em um lançamento já era um sucesso absoluto. Marcamos seu lançamento no Foyer do TJ/RJ e ele determinou que fossem levados exatos 500 livros. 

Começamos às 17h e naquele dia aprendi uma extraordinária lição.Ele atendeu a todos da fila, sem pressa alguma. Foi afável, elegante e cortês. Às 23 horas abraçou o último da fila, o dono do exemplar número 500. Luiz Fux estava impecável e sorridente como estava às 17h. Uma lição que aprendi.

Ele possui diversas honrarias merecidamente concedidas por diversas entidades do movimento negro, pois é adepto da causa da igualdade e inclusão muito antes de ela ser moda. E ele segue o padrão ideal para resolver este e outros assuntos: diálogo, pacificação e boa vontade. Magistrado de carreira, as décadas de atuação no front fizeram dele um excelente julgador. Professor e escritor festejado, leva à corte consistência dupla que se completa: a ciência e o cotidiano de juiz experiente, acostumado às partes, às audiências com o público e à interface com a vida das pessoas sobre cujas vidas decide.

Como ele frisou no discurso, traz no sangue e na história familiar a marca do emigrante/imigrante que deseja encontrar paz e lar. Creio que isso ajuda a humanizar o juiz: entender as agruras do cotidiano. 

Tenho certeza que o Eterno abençoará está nova missão, que será bem-sucedida como é toda sua carreira.

Termino com tuas próprias palavras, Exa:

Que Deus te proteja.

Baruch Hashem

(Deus seja louvado)”


Juiz William Douglas