A Ditadura da Toga, contra o Cristianismo.

Perseguição

Por Pastor Claúdio Godoy 22/07/2020 - 10:58 hs

“Aceitam subornos para deixar o perverso em liberdade e negam justiça ao inocente”. Isaías 5:23

A perseguição religiosa a professora que expressou em sua rede social, seu ponto de vista teológico sobre a homossexualidade, sendo denunciada e ameaçada pelo rolo compressor da OAB, organização aparelhada pela Esquerda, onde o argumento é a lei draconiana criada de forma ilegal pelo Supremo Tribunal Federal. Era um golpe previsto na liberdade de expressão após a ADO 26 ter sido imposta pelo STF. A Democracia tem princípios básicos fundamentais, a liberdade de expressão, sem censura. Posso até não concordar com o que você disse, porém jamais poderei aceitar que você seja censurado em dizer aquilo que eu não concordo. O respeito com a diversidade começa com o respeito a liberdade de expressão. É uma incoerência filosófica um grupo que diz defender a diversidade, censurar quem pensa de forma diferente. Isso é uma ditadura.

Nossa Democracia tem o princípio do Estado dividido em três poderes. ”Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. O povo, o eleitor elege seus representantes no Congresso de acordo com suas convicções para representar a sua vontade, e onde a vontade da maioria prevalece. O Congresso deve refletir a vontade do povo e aprovar leis de acordo com a vontade da maioria. O povo também elege o poder executivo de acordo com suas convicções. O executivo indica os ministros do STF que são aprovados pelo Senado para serem os guardiões das leias criadas e aprovadas pelo Congresso, de acordo com a maioria e não de leis para demandas de minorias. Não cabe ao STF criar leis no lugar do Congresso, alegando omissão do Congresso. E não deixa de ser patético um judiciário historicamente lerdo, e incompetente, condenar outros por omissão.

No caso da ADO 26, Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão, foi a narrativa de um sofisma que criou um golpe. Atendendo a uma reivindicação de uma minoria LGBT de viés ideológico de Esquerda. Em um jogo de cartas marcadas dentro do STF. A Suprema Corte, decidiu decidir aquilo que não poderia decidir, alegando que decidiu decidir no lugar do Congresso que não decidia. O silencio diz algo? A ausência de uma resposta é uma resposta? O Congresso é a casa do povo e não vai aprovar lei contraria a maioria do povo. Impossível passar no Congresso com uma bancada cristã, uma lei que ao criminalizar a homofobia, censure a liberdade de expressão de religiosos de pregação da teologia contra a pratica do pecado. Por isso o Congresso não foi omisso, apenas não aprovou lei absurda para agradar uma minoria que derrotada, partiu para golpe via ativismo judicial.

A lei que “criminalizou a homofobia” e está sendo usada para acusar a professora de “crime” de LGBTfobia, é ilegal, por que o STF de forma autoritária como lhe tem sido de praxe, usurpou para si prerrogativa constitucional que cabe ao Congresso, criar leis que definam o que é ou não é crime. O STF cometeu um crime? Aparelhado pelo maior partido comunista da história do Brasil, sete dos onze ministros. Seu comportamento era e é previsível. Imagine se tivéssemos sete ministros “terrivelmente evangélicos” que ao bel prazer criasse a lei da cristofobia, proibindo as pessoas de falarem contra igrejas e pastores evangélicos? O conceito abstrato de Estado Laico seria usado para se evitar uma lei absurda dessa. E por ferir de forma escandalosa o que a Constituição garante como causa pétrea, a liberdade da manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato...

“Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.”

E dentro do Teatro de Horrores Ditatoriais que o STF tem imposto ao Brasil, com seu autoritarismo, ao criar uma fictícia exceção à regra com o absurdo, quando os ministros militantes fizeram ressalvas sobre “Manifestações em templos religiosos”. Conforme os votos apresentados, não será criminalizado: “Dizer em templo religioso que é contra relações homossexuais”. Criaram uma aberração jurídica. Crime é crime e apologia ao crime é apologia ao crime. Não se pode criar uma lei, criminalizando a liberdade de expressão, no território nacional com dispositivo que permita dentro do espaço físico de templos a pratica do “crime” da liberdade de expressão. Proibir um cidadão que é cristão de livre manifestação do seu pensamento, sendo vedado a ele o seu anonimato, e a livre expressão de sua atividade intelectual e de comunicação, lhe impondo a censura, é um atentado contra a Democracia.

 

Pr. Cláudio Godoy BH-MG